barrinhas

sexta-feira, dezembro 30

III


Sã a alma que envolve o corpo
o copo



Eu espero como quem espera
a saudade passar
Sinto como quem sente na noite
o sopro vento varrer o corpo entorpecido

E me perco nos olhos
atormentados de uma criança

Todo no chão
como quem anda sobre a água
Respiro a gota salgada
Que sai da pele dos amantes

Trem

I
Talvez isso não seja assim
tão simples pra mim
Impor limites não me trará forças
Nem tampouco diminuirá esses sonhos

Que fincaram raízes e
Brotaram seus primeiros
Sinais de vida
Em meus ouvidos

Esse desejo foi aumentando
e hoje pareço muito pequena diante
do que cultivei

a poeta

Poeta
me diga de onde tiras
tanta inspiração
tanta rima

Me ensine o abc
das metáforas
pra que um dia eu consiga ler
as cores do vento
as horas que passam
o olhar da criança
o voar do pássaro

Poeta
Teu olhar é firme
como o sol
imenso como o mar
radiante como teu coração
Te sinto nestes versos
te grito e me despeço
lhe peço apenas que segure 
Sempre na minha mão

domingo, janeiro 10

Esse meu riso frouxo
essa minha alma a cantar
esse meu ser que insiste em voar
assim sou
sendo
mais um riso
bicho solto no ar