barrinhas

segunda-feira, maio 31

E nós que prometemos não se apaixonar....

Foram promessas que a gente fez sem pensar, e no final é de você que eu vou lembrar. 
Cada promessa boba, cada comentário desnecessário, cada detalhe fútil.
Eu não precisava me importar com isso.
Se eu te dissesse que o mundo não pode parar, e mesmo longe é com você que eu quero estar...
Eu não posso mentir e dizer que vou conseguir sem você.
Passo um dia sem te ver e a saudade que eu sinto é tão grande que parece que o tempo não passa quando estou longe.
Não vou mentir e dizer que tudo foi em vão, porque não foi, e isso é óbvio pra qualquer um. Também não vou dizer que vai ser fácil de esquecer, - mesmo se eu quisesse - outra coisa não seria tão inútil quanto tentar.
Também não vou mentir de novo dizendo que sou forte; que aguento a dor quando você disser que encostou em outros lábios, que sentiu novas atrações, que se apaixonou novamente; creio que não exisitiria dor maior diante de tais confissões.
Eu vou tentar te dizer todos os dias que eu te amo. Vou tentar mudar, por nós.
Só que dessa vez eu não quero prometer, eu quero apenas que você acredite.
Acredite que tudo isso vai durar, que tudo isso vai valer mais a pena, que você vai sempre lembrar...
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém. Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Mas eu sei que um dia a gente aprende, se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança...
#FinalFeliz-Restart

quarta-feira, maio 26

A gente se deu tão bem, que o tempo sentiu inveja.

"Espero o dia que vem pra ver se te vejo. E faço o tempo esperar como esperei, a eternidade se passar nos dois segundos sem você. Agora eu já nem sei se hoje foi anteontem, me perdi lembrando o teu olhar. O meu futuro é esperar pelo presente de fazer o tempo engatinhar, do jeito que eu sempre quis. Distante é devagar, perto passa bem depressa assim pra mim..."

Querida L.
Agradeço sua sinceridade. Mas talvez eu prefira ser feliz com a ilusão, do que sofrer com a realidade.
Um dia eu aprendo a dividir alguém. Aprendo a compreender como o amor pode existir e ser compartilhado.
Talvez seja egoísmo meu, paranóia. Mas isso não está fazendo bem pra minha alma.
Estar com você é ótimo. Mas saber que quando eu não estou, você preenche meu espaço com outra pessoa, não é fácil. E talvez você não faça isso, como eu penso que você faz, e "não importa quantas explicações você dê, você sempre foi parar no mesmo lugar", e é isso que me corrói.
Sei que vão fazer de tudo pra nos manter longe.
Mas talvez isso seja melhor. Ou talvez eu só esteja com tanta raiva e com tanta coisa na cabeça, e sei que vou me arrepender de ter escrito isso.
Quero dizer pra mim mesma que não me importo, eu só quero te amar, e enquanto isso for recíproco eu não vou te deixar.
Um dia eu aprendo a viver sem você. Mas não quero isso agora.
Na verdade eu já nem sei o que pensar. Faz uns três dias que eu leio e escrevo uns parágrafos nesse texto. Ontem quando eu reli, achei a maior bobagem. Eu não quero te ter longe, nem te culpar por uma coisa que você não faz. Hoje quando eu reli de novo eu até "revi os meus conceitos".
Eu tenho medo da dor. Ela pode nos deixar em um estado que não é nem viver e muito menos morrer. É um meio termo.
Tenho medo de sofrer. De repetir erros e palavras, de não viver como estou vivendo hoje. Mas quais são as palavras que nunca são ditas?
Mas acredito que medos todos nós temos. Por mais bobos que sejam. Mas são medos, e eles não nos fazem bem.
Quando achamos que crescemos e que sabemos de alguma coisa, começamos a ver que realmente não sabemos de porra nenhuma.
Eu achei que conhecia o gosto do teu beijo, e que ia sentir ele todas as noites. Achei que sabia o que era amor, e o que era sofrer por ele. Que sabia o real significado da vida ao teu lado, que realizaria todos os nossos planos.  Achava que seríamos só nós. Em um mundo que só existisse a gente.
Vejo que só o que é verdade é que a necessidade que eu tenho de você é tão grande, que me consome muito, a ponto de eu não saber o que fazer quando certas dúvidas veem na minha cabeça, que seus lábios eu não sinto só todas as noites, mas todas as horas que a saudade vem.
Vejo que no fundo eu quero realizar todos os planos que fizemos, e que podemos ser muito felizes. Mas não seremos só nós, e o mundo não será só nosso, existirão sempre outras pessoas, com outros encantos e que podem suprir outras necessidades que ambas não conseguimos suprir em nós mesmas. Se é que me entende...
Podes ver e perceber o quanto já nos adiantamos em certos pontos e paramos em outros.
Ainda temos muito o que aprender, querida L. Coisas que nós não podemos imaginar que existem. Medos que nós pensamos ter perdido, inseguranças que desejamos profundamente que desapareçam. Ainda está tudo aqui.
Eu queria ter o amor que tu precisas. Mas eu apenas tenho amor para te dar. E acho que não é o que tu tanto necessita.
Eu te amo, de verdade. Mas será que amar é mesmo tudo?
Vou parar de escrever essas coisas bobas. E dançar ao som de uma lambada!

in the box.

Eu repeti pra mim mesma que dessa vez eu não ia chorar enquanto lembrasse. Eu não ia me importar.
Não consigo mais disfarçar, não consigo cumprir com as minhas promessas.
Sei que o mundo vai continuar girando e eu não vou conseguir voltar no tempo pra desfazer todos os meus erros, não vou conseguir fazer você acreditar que ainda te amo e seria capaz de tudo pra te fazer bem.
Mas quando penso que você está em outro caminho, é como se eu corresse pela escuridão e não ouvisse nada. Meu medo faz com que meu corpo entre em transe. Eu não consigo controlar minhas lágrimas.
Amanhã, quem sabe? Talvez eu acorde melhor, mais forte. Talvez eu aprenda a amar outro alguém.
Amanhã... Quam sabe? Talvez eu ainda esteja aqui, talvez essas marcas saiam do meu corpo.
Sem mais sangrar, talvez fique algumas cicatrizes, que me farão lembrar de tudo o que aconteceu.
Amanhã, talvez eu aprenda a sorrir de novo.

terça-feira, maio 25

private hell.

- Diz pra mim que foi tudo um sonho ruim. Que eu já acordei e logo logo esse medo vai passar. Diz que você nunca quis me ver longe, que não vai voltar pra outros braços, que você ainda me ama. E eu sei que tudo isso vai passar.
- Eu te amo. O resto eu não posso dizer.
- Não foi um pesadelo?
- Não, e você sabe disso.
- Eu queria não saber. Seria mais fácil.
- Seria impossível.
- O impossível é só questão de opnião. Ainda estou sonhando, certo?
- Para de se beslicar! Isso não é um sonho. Eu vou voltar pra ela, mas eu ainda quero tua amizade.
- Isso nao pode ser verdade... ainda estou sonhando.
- Não! Você não está! Abra os olhos e verás que tudo em sua volta é real.
- Ainda está embaçado. Na vida real as coisas não são assim. Eu tenho razão. É um sonho.
- Seque seus olhos. Verás como fica bem melhor.
- Eu sempre tenho sonhos que parecem reais assim. Mas espere, vamos acordar logo.
- Seu braço vai sangrar com esses beliscões tão fortes. Já lhe disse que é tudo real. Acredite, viva! A vida é curta, sabes disso, precisa ser feliz.
- Sem você?
- Já disse que aceito sua amizade. Eu gosto de ficar perto de você, gosto muito de você.
- Me ama de verdade?
- Sim.
- Então porque...?
- Eu já lhe disse.
- Repita, por favor.
- Não.
- Ainda estou sonhando.

segunda-feira, maio 24

chains.

Só o que precisávamos era da pele, do calor, dos lábios, da voz um do outro.
Bastava que existisse você pra mim, e muito eu pra você.
Não sabíamos se iso era amor, desejo, paixão, insanidade, ou se éramos apenas uma forma de ponto de equilíbrio para ambos.
Éramos capazes de compartilhar a mesma dor, o mesmo pensamento, os mesmos medos, os mesmo prazeres.
Já não sabíamos o que era viver longe. Não conhecíamos mais a saudade, não tínhamos amigos, família, colegas. Nenhuma vida fora de nós dois.
Éramos só nós, e não precisávamos de mais ninguém.
Éramos felizes, tínhamos cigarros, álcool, drogas, viagens, alucinações; e mesmo com uma convivência dúplice sabíamos desfrutar da nossa felicidade.
Até que um dia você resolveu não acordar mais. Acho que foi culpa do Excesso.
Agora só me restaram as drogas, que até isso, sem você já nem tinha tanto sentido.
E ainda me restaram as lembranças. Mas isso não me faria sobreviver por muito tempo.
Ainda conseguia te sentir com algumas injeções. Eu estava caminhando no mesmo caminho que o teu, alcançando tuas mãos.
Mas eu sempre acordava.
Até que um dia eu resolvi mesmo te econtrar. E eu fui.
Agora, novamente tínhamos um ao outro. Só não sabíamos mais o significado disso.
Continuávamos intactos. Não sentíamos nada. Éramos tão inferiores comparando com a altuara que nossos sentimentos nos levavam. Não sentíamos absolutamente nada.
Dor, angústia, saudade, desejo, força, amor; não tínhamos mais dúvidas e muito menos certezas. Nada.
Estávamos presos. Mas pelo menos ainda tínhamos um ao outro.