barrinhas

terça-feira, outubro 12

nothing can be nothing

Eu conseguia ficar horas fitando o Nada, perdida em pensamentos.
Na verdade, o Nada nunca é um nada.
Há sempre um inseto pousando, uma luz piscando ou o vento soprando.
De certo, existe algo que nós só resolvemos chamar de nada porque fingimos não ver.
Mas o nada é como o amor, que inventamos quando nos é propício.
Assim como somos capazes de inventar qualquer sentimento.
O cômodo nos deixa volúvel.
O fato de ter sempre algo para nos apoiarmos nos deixa errar e pisar em pregos.
Haverá um ponto de fuga.
Mas esse fato não me convém.
Parece ser simples e fácil.
Ser.
Todos nós somos.
O verbo ser é a grande chave.
Eu sou o verbo. Um verbo qualquer que se encaixe nos momentos adequados e até mesmo nos inadequados.
Cansei de adjetivos - rótulos.
Não quero mais isso.
"Sou um verbalóide."

Um comentário:

  1. E como disse o poeta: "O nosso amor a gente inventa.. pra se distrair.."

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